O que não faltam são conceitos inovadores no mercado moderno. Boa parte deles é grafada em inglês, pois geralmente se originam nos Estados Unidos e de lá se disseminam pelo mundo. Um desses conceitos é o Design Thinking, que não se trata de uma metodologia, e sim de uma abordagem. O termo é pouco conhecido pelos empreendedores — mas nem por isso menos importante.

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O que é Design Thinking

Mais uma vez, é importante realçar que Design Thinking não é uma metodologia, mas uma abordagem. Ele não pode ser considerado uma metodologia porque, ao falar em método, gera-se a esperança de ter à disposição uma fórmula matemática que pode ser aplicada de forma indistinta em qualquer situação.

Nesse caso, existe uma abordagem que procura solucionar o problema de maneira colaborativa e coletiva, gerando uma perspectiva de empatia total com os interessados (também chamados de stakeholders).

Isso significa que as pessoas são colocadas no centro de desenvolvimento do produto. O grupo dessas pessoas não envolve apenas o consumidor final, mas toda a equipe envolvida na ideia (as atividades em equipes multidisciplinares são comuns quando se fala nesse conceito).

O processo mapeia e mescla a visão de mundo, a experiência cultural, os processos que fazem parte da vida dos indivíduos para conseguir uma visão mais integral na resolução dos problemas. Assim, é possível identificar os obstáculos e criar alternativas adequadas para vencer essas dificuldades.

Não se inicia em cálculos matemáticos, mas se origina na análise das necessidades concretas do consumidor. Consiste em uma abordagem prioritariamente humana, podendo ser aplicada em qualquer setor do negócio.

O motivo da existência do Design Thinking é o desejo de satisfazer o cliente, tanto o interno (funcionário/colaborador) quanto o externo (consumidor).

O termo significa “Pensamento do Design”.

O surgimento do conceito

O trabalho de um designer requer muita reflexão e liberdade de expressão. Os pensamentos de um profissional dessa área precisam dar asas à sua imaginação. Ele precisa sonhar como Ícaro, mas não a ponto de comprometer seu trabalho e ver suas ideias “desmancharem-se” diante de uma realidade dura e superior, que ele desconsiderou em seu entusiasmo.

Já que o pensamento é fundamental para o design, não é nenhuma incoerência que tenha surgido o termo Design Thinking. Esse conceito está sendo aplicado por diferentes empresas que atuam em todos os segmentos e não apenas por desenvolvedores de produtos.

A criatividade é uma verdadeira ferramenta de trabalho para o profissional do design. Sem criatividade, ele não pode trabalhar. O Design Thinking tem como finalidade estimular essa criatividade no designer, mas de forma controlada e eficaz.

Um dos desafios maiores dos designers no cenário atual é tolerar a pressão por resultados cada vez mais imediatos. Essa necessidade leva o designer a escolher os caminhos que oferecem maior segurança e menos riscos.

O conceito surgiu como uma resposta a essa necessidade do profissional, revolucionando as maneiras de encontrar soluções para os problemas —  que são inovadores e criativas e que focam naquilo que o mercado precisa e não em projeções basicamente numéricas (estatísticas).

Assim definiu o termo o diretor de televisão e cinema, Charles Burnette: “Design Thinking é um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar informações e ideias, tomar decisões, aprimorar situações e adquirir conhecimentos”.

Os valores do Design Thinking

Os valores do Design Thinking servirão para cada etapa do processo. Esses valores são em número de três:

  1. empatia: qualidade de colocar-se no lugar da outra pessoa, compreendendo assim sua forma de pensar e sentir, bem como sua forma de tomar decisões (é necessário compreender o outro e os valores que ele cultiva, contextualizando com sua vida);
  2. colaboração: qualidade que estimula a trabalhar em conjunto, de forma coletiva, recebendo suporte mútuo e disponibilizando seu ponto de vista (dessa maneira, são associadas ideias diferentes e abre-se o leque de entendimento da equipe);
  3. experimentação: somente as ideias não são suficientes, sendo necessário verificar se elas efetivamente têm alguma utilidade prática, se podem ser aplicadas no mundo real.

As etapas do Design Thinking

Antes da consolidação final do serviço ou produto que está sendo desenvolvido, o Design Thinking atravessa algumas fases ou etapas.

Análise/imersão

Em uma primeira etapa, é fundamental realizar a análise do problema. Para isso, é necessário criar empatia e entender a necessidade que o grupo apresenta.

Essa etapa também é chamada de imersão, considerando que acontece um verdadeiro “mergulho” no problema, identificando as principais necessidades por meio de estudos, pesquisas e aprofundamento.

Ideação/brainstorming

Após essa etapa, segue-se o brainstorming, fase que se caracteriza pela colaboração entre os membros da equipe, em que cada um dá sua opinião. São pessoas que trabalham em variadas matérias e se reúnem na tentativa de encontrar soluções para o principal problema.

Durante o brainstorming, é preciso deixar as ideias correrem naturalmente, não importa se elas comportem algum erro ou limitação. A fluidez nas ideias contribui para melhorar a interação entre os membros do grupo e para abrir novas possibilidades, favorecendo as inovações.

Essa etapa também é chamada de ideação. Não há nenhum tipo de julgamento prévio em relação às ideias sugeridas. Estimula-se a criatividade e podem ser criadas personas para facilitar a obtenção de resultados mais bem direcionados.

A multiplicidade de perfis pode ser vantajosa para os resultados.

Prototipagem/registro das ideias

A etapa final consiste em registrar as ideias mais comentadas, mais apropriadas, mais recorrentes. Nesse momento, os blocos de notas (post-its) são muito úteis, pois servem para mostrar visualmente as ideias dos participantes, separando as melhores, que serão prototipadas.

Seguir as etapas é importante porque ajuda a manter o foco. Geralmente isto é deixado de lado quando o problema não é devidamente analisado, atrapalhando os resultados e, desse modo, não se gera uma empatia com a situação.

A prototipagem consiste, enfim, na validação das melhores sugestões, na integração das propostas e no começo do trabalho propriamente dito, ou seja, na iniciação do projeto.

Desenvolvimento

O desenvolvimento corresponde à fase final, na qual as ideias são aplicadas e o projeto sai do papel para a prática.

Nessa etapa, é necessário contar com recursos de diferentes naturezas: financeiros, humanos, materiais e até de mais ideias. Para obter recursos financeiros e outras formas de colaboração, pode-se recorrer aos sites de crowdfunding (financiamento coletivo), concorrência criativa (disputa de propostas de designers) e crowdsourcing (contribuição colaborativa).

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Design thinking: o que é e como empreendedores podem usá-lo.
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Design thinking: o que é e como empreendedores podem usá-lo.
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Design Thinking não se trata de uma metodologia, e sim de uma abordagem. O termo é pouco conhecido pelos empreendedores — mas nem por isso menos importante. Conheça mais sobre o assunto lendo o post!
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