Ideias criativas de produtos ou serviços surgem o tempo todo. Contudo, é importante saber sobre a viabilidade, traçar estratégias de planejamento e inserção dessas ideias no mercado. É desse movimento “piloto” de lançamento de produto/serviços que se trata o produto mínimo viável.

Essa metodologia foi desenvolvida e consolidada especialmente no universo das startups, em que tempo e dinheiro estão envolvidos em uma equação que visa o sucesso de ideias e a geração de lucros em curto prazo. No entanto, essas técnicas têm sido apropriadas nos diferentes ramos de empreendimento e em empresas que estão em estágios variados.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira no post de hoje e aprenda tudo sobre produto mínimo viável.

O que é e como funciona essa metodologia?

O nome produto mínimo viável é uma tradução do inglês, Minimum Viable Product, que dá origem a sigla MVP, também utilizada para se referir ao método.

Em linhas gerais, esta é uma fórmula com procedimentos de testagem de hipóteses de mercado e acompanhamento detalhado para novos empreendimentos antes do investimento maciço de tempo e dinheiro na ideia. Trata-se, assim, da construção de versões mais enxutas de produtos e serviços para validação no mercado antes de um investimento maior.

Importante lembrar que o MVP não é o produto final e ele é levado até um número seleto de clientes, portanto, sem grandes aparições no mercado. Esse conjunto de testes e avaliações serve, principalmente, para comprovar se a solução idealizada é condizente com os desejos dos clientes e se corresponde a um produto interessante e não mera fabulação.

Como elaborar o produto viável mínimo?

Como toda metodologia, existem parâmetros essenciais no desenvolvimento do MVP, embora cada caso dependa das condições da ideia testada e do comportamento do mercado. Conheça alguns procedimentos.

Desenho do produto

Definir com precisão as características do produto é um dos primeiros passos na montagem do MVP. É preciso ter clareza sobre o que essa solução traz de novidade, quem são os potenciais clientes e o que ela agrega a esses consumidores.

Lembre-se, portanto, de ter bem especificado:

  • quem serão os potenciais clientes;
  • o que é o produto;
  • quais são as suas funcionalidades;
  • como ele se diferencia de outras soluções similares disponíveis no mercado.

Alcançar as respostas para essas indagações é uma forma de desenhar com objetividade o que a solução é e, ao mesmo tempo, aquilo que ela não é ou não oferece.

Composição da equipe de trabalho

Para elaboração da metodologia do produto mínimo viável é fundamental contar com uma equipe estruturada e, especialmente, diversa. Uma equipe ideal deve estar preparada para avaliar a solução a ser testada a partir de ângulos distintos. 

Entre esses ângulos estão, por exemplo, profissionais responsáveis pela visão de negócios (avaliação financeira), de design thinking (cuidar das características do produto e experiência do usuário) e de conhecimentos sobre engenharia e montagem do produto (avaliar as possibilidades de produção).

Por se tratar de novas soluções, mantenha na equipe os profissionais antenados com a inovação, que sejam criativos e curiosos.

Conhecimento sobre o cliente

É preciso saber a fundo quem são os potenciais clientes para a solução que está sendo lançada. Não basta saber dados gerais sobre essas pessoas, mas entender seus perfis, anseios e problemas para que você as alcance com a melhor solução.

Na linguagem do mercado, essa é a etapa em que se conhece as “dores” das pessoas para que as resoluções sejam elaboradas e entregues de forma personalizada.

Importante lembrar que, quanto mais específico for o nicho de atuação e mais dados você tiver sobre os clientes, mais completa será a composição de perfil do consumidor e mais direcionadas poderão ser as ações estratégicas de criação e vendas.

Uma dica é a criação de personas, em que personagens fictícios representam a clientela real e neles são alinhados dados como idade, gênero, formação, trajetória profissional, informações sobre a vida pessoal, dificuldades etc.

Definição de metas

Para desenvolvimento de um MVP de sucesso é fundamental que os objetivos esperados estejam bem definidos, o que ajudará, posteriormente, na avaliação dos resultados.

Nesse sentido, defina as metas que a solução precisa alcançar de acordo com as características do produto. Alguns exemplos são: quantas pessoas devem utilizar o produto em 30 dias, qual a frequência ideal de utilização, quais regiões geográficas o produto precisa chegar etc.

As métricas possíveis são variadas. Portanto, lembre-se de defini-las de acordo com a solução proposta e com a hipótese que deve ser testada. 

Avaliação dos resultados

A consequência de um bom planejamento é criar os parâmetros para a avaliação após o período de testagem estipulado. Nessa etapa de “balanço”, algumas variáveis precisam ser consideradas, como:

  • o número de vendas/aquisições; 
  • gargalos no processo de distribuição;
  • dificuldades encontradas pelos clientes;
  • sugestões/reclamações;
  • quantidade de lucro gerado.

Engana-se quem pensa que os resultados logo de cara sempre são animadores. O MVP serve principalmente para redefinição de estratégias e para focar na otimização dos esforços (de tempo e dinheiro) em determinada ideia. Portanto, erros e fracassos precisam ser contabilizados.

Além disso, o produto mínimo viável contribui na sua empresa para:

  • avaliar a pertinência do produto e desejo dos consumidores em obtê-lo;
  • conhecer, na prática, a recepção do mercado e a concorrência;
  • ter a chance de otimizar o produto e melhorá-lo para um lançamento maior;
  • estabelecer uma estratégia de precificação lucrativa e adequada à realidade do mercado e dos consumidores.

Quais são os cases de sucesso?

Grandes iniciativas começaram por meio de metodologias de produto mínimo viável. É o caso de gigantes como o Facebook que começou dentro dos muros de uma Universidade, do Groupon e até mesmo da própria Apple.

O iPhone 1 é um dos maiores exemplos de MVP, que apostava na tática de segurar determinadas funcionalidades para que, a cada nova versão, o desejo de compra se mantivesse aceso entre os consumidores.

O que esses e outros exemplos nos mostram é que o produto mínimo viável é um teste da capacidade do produto no mercado e não apenas do produto em si. Por meio dele, é possível pensar em como ousar e inovar com segurança e responsabilidade financeira

Se você gostou do nosso post e quer saber mais sobre inovação e otimização, leia também nosso conteúdo sobre os aplicativos para empreendedores. Até a próxima!

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Resumo do Artigo
Produto mínimo viável: entenda o que é e como fazê-lo
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Produto mínimo viável: entenda o que é e como fazê-lo
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Ideias criativas de produtos ou serviços surgem o tempo todo. Contudo, é importante saber sobre a viabilidade, traçar estratégias de planejamento e inserção dessas ideias no mercado. É desse movimento “piloto” de lançamento de produto/serviços que se trata o produto mínimo viável.
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