Você sabe como é feito o uso de aplicativos no Brasil? Entender melhor o comportamento dos seus futuros consumidores é uma ótima ideia se a sua empresa está pensando em investir em um app. É esse comportamento que orientará parte das decisões em experiência do usuário e facilitará o trabalho da sua equipe.

Por isso, hoje vamos lhe mostrar algumas particularidades sobre o uso de aplicativos no Brasil e explicar como essas informações podem ser entendidas pelo seu negócio. Gostou da ideia? Então comece já a leitura!

Quantos brasileiros usam aplicativos?

Segundo o IBGE, 138 milhões de brasileiros possuem pelo menos um smartphone. Essa distinção precisa ser feita porque há alguns usuários que possuem mais de uma linha conectada, o que significa que a Anatel nos dá uma média de 1,7 aparelho por consumidor.

A pesquisa PNAD C nos mostra que a região em que os celulares chegam a maior parte da população é a Centro-Oeste, enquanto aquela na qual os aparelhos são menos utilizados é a região Norte. O levantamento considera todos os usuários com mais de dez anos que possuem um dispositivo móvel, mas ele também se concentra nas parcelas da população em que o uso dessas ferramentas é mais proeminente.

No país, 88,6% das pessoas que têm entre 25 e 34 possuem um aparelho de telefone inteligente. Por aqui, ainda há uma aderência menor das pessoas mais velhas a esse tipo de serviço, mas ela tem apresentado uma tendência crescente. Nas fatias da população com mais de 60 anos, o uso do smartphone chega a 60,9%, ainda que essas pessoas tenham uma dificuldade maior de aproveitar todas as funções de seus telefones sem a ajuda de terceiros.

Nosso percentual de uso dos telefones por pessoas jovens é equiparável aquele de nações desenvolvidas. Mesmo quem não possui nenhum grau de escolaridade já compõe uma camada vultosa dos usuários desse tipo de tecnologia, chegando a 43,6%. Já entre aqueles que frequentaram a escola apenas até o ensino fundamental o número é 62%.

O perfil socioeconômico do usuário de celular ainda segmenta nossa população em classes sociais e níveis de escolaridade muito diferentes. Isso pode ser percebido no fato de que entre aqueles que possuem ensino superior os smartphones chegam a 97,5% do número de aparelhos utilizados.

Quanto tempo passamos no celular?

Já parou para pensar quanto tempo você (e outras pessoas) passam utilizando o celular? Porque esse dispositivo está sempre em nossos bolsos e ao alcance das mãos em qualquer momento de tédio, a incidência de uso deles é muito maior do que a computadores e tablets.

Em média, passamos mais de três horas conectados, ou, precisamente, 3 horas e 14 minutos. Isso nos coloca em uma posição de destaque ao redor do mundo, como o terceiro país que passa mais tempo na internet. A estimativa aponta que, nesse aspecto, perdemos apenas de Tailândia e Arábia Saudita.

Quais são os apps mais baixados?

Dentre os aplicativos mais baixados pelos brasileiros não temos nenhuma surpresa: WhatsApp, Facebook e YouTube estão presentes na maioria dos dispositivos móveis do país. O uso dessas ferramentas para se comunicar ainda evidencia que a vocação do celular no Brasil é estabelecer o contato entre as pessoas, mesmo que para a maioria dos jovens adultos as ligações tenham caído em desuso.

A presença do YouTube ali, todavia, indica que a maneira como consumimos entretenimento mudou. Você já deve ter notado que seus filhos, amigos e colegas de trabalho seguem pela internet pessoas conhecidas como “influenciadores” e esses usuários de destaque utilizam o app de vídeos como sua principal plataforma de comunicação.

O Instagram também é popular entre os influenciadores, que recebem esse nome pelo poder que têm de modificar decisões de compra. E ele é o terceiro aplicativo mais baixado no Brasil. Jogos, mapas, Twitter, Skype e apps de bancos são também muito populares.

Nessa última categoria precisamos fazer uma menção especial aos bancos digitais, que têm se tornado uma opção econômica para nossos compatriotas. Como as taxas praticadas pela maioria dos bancos são proibitivas, aqueles brasileiros alfabetizados digitalmente estão migrando para as contas digitais, que oferecem taxas mais competitivas, opções de investimento mais amplas e funcionam como um instrumento de educação financeira.

Todavia, os bancos tradicionais também têm se beneficiado dessa migração. Hoje, boa parte das transações como pagamento de compras, transferências e recargas de celular são feitas por meio de apps.

Netflix, Spotify e LinkedIn são outros apps presentes na maioria dos aplicativos, segundo o Ibope. A pesquisa também indica, porém, que ainda que a maioria das pessoas tenha pelo menos 15 apps em seus aparelhos, elas utilizam menos de cinco deles diariamente.

Quais são as expectativas para os próximos anos?

Que lições todas essas informações podem nos dar? Segundo futuristas que apresentaram seus trabalhos recentemente na SXSW, a grande penetração de celulares em múltiplas camadas da sociedade indica o crescimento desses índices. Mesmo com a crise econômica, em 2017 foram vendidos 9,7% smartphones a mais do que no ano anterior.

Com a recuperação financeira do país esse número tende a crescer. É que smartphones são bens não duráveis, ou seja, eles precisam ser atualizados periodicamente. Isso significa que as taxas de troca dos aparelhos são bastante altas.

Para os negócios essa informação é ótima, já que quase não vemos mais telefones tradicionais no mercado. E esse dado indica que investir em apps pode gerar uma vantagem competitiva, afinal idosos e pessoas com mobilidade reduzida têm percebido os benefícios de migrar para o smartphone. Porque ele pode ser controlado por voz até por aqueles que não têm muito conhecimento da tecnologia ele funciona como um dispositivo de “transição” para quem ainda não utiliza a web.

Isso abre um mercado enorme de pessoas interessadas em apps, o que é uma boa notícia para as empresas. Essas soluções estão muito distantes de caírem em desuso e ainda são um investimento e tanto para quem pretende ingressar no mercado mobile.

O uso de aplicativos no Brasil não é muito diferente daquele que acontece em outros países. Assim como a maioria das nações, adotamos os smartphones como ferramentas para consumir, trabalhar e interagir. Diferentemente do que acontece em outras nações em desenvolvimento, porém, o brasileiro adotou essa tecnologia com muita rapidez.

Mesmo as camadas da população com menor poder aquisitivo confiam nos dispositivos móveis para se comunicar com amigos, compartilhar informações e até assistir TV. Por isso, é importante para a sua empresa concentrar-se nas particularidades do mercado brasileiro e entender como elas podem ser utilizadas a favor do seu negócio.

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Uso de aplicativos no Brasil: conheça números surpreendentes
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Uso de aplicativos no Brasil: conheça números surpreendentes
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Você sabe como é feito o uso de aplicativos no Brasil? Entender melhor o comportamento dos seus futuros consumidores é uma ótima ideia se a sua empresa está pensando em investir em um aplicativo.
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